sábado, 18 de dezembro de 2010

Resenha: A Decepção do Ano

''Na Minha Estante'' adverte: A resenha a seguir pode conter Spoilers ocasionais da trama abordada... Não que vá interferir em alguma coisa, mas é só para não falarem que eu não avisei!
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Sinopse:
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''Cidade dos Ossos'' nos apresenta Clarissa, uma adolescente típica: aos quase 16 anos, mora com a mãe - uma jovem artista viúva. Tem um “tio” postiço, Luke, que de certa forma ocupa o lugar do pai e um melhor amigo, Simon, que nutre por ela uma paixão secreta. Quando Simon e Clary visitam um clube chamado ''Pandemoniun'', a menina vê três adolescentes matarem um rapaz. Há, porém, dois grandes problemas: ninguém acha o corpo e apenas ela vê os tais assassinos.
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Sua vida muda completamente. A mãe é raptada por demônios e ela descobre a existência dos Caçadores das Sombras, guerreiros cuja missão é proteger o mundo que conhecemos de bestas e outras criaturas. Vampiros que saem da linha, lobisomens descontrolados, monstros cheios de veneno? É por aí mesmo. E depois desse primeiro contato com o Mundo de Sombras, e com Jace — um Caçador que tem a aparência de um anjo, mas a língua tão afiada quanto Lúcifer —, Clary nunca mais será a mesma.
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O que eu achei?
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Quem assistiu ao último post do ''Meu Carrinho'' já deve ter sentido qual foi a impressão que este livro deixou em mim... Para algumas pessoas, Cidade dos Ossos é brilhante? Sim. Eu recomendaria? Não.
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Vejam bem, esta foi a impressão que EU tive ao ler a história. Possa ser que você, ou qualquer outra pessoa, venha a gostar e ser fã da narrativa da Cassandra Clare... Mas, novamente digo, para mim não funcioinou.
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Talvez o principal problema tenha sido a minha falta de simpatia para com os personagens da trama. Muitos, ao me falarem de Cidade dos Ossos, me diziam que Clary e Jace eram um casal ao estilo Nora e Patch, da série Sussurro. Quem me dera se eu tivesse percebido isto também. Ao contrário da segunda dupla, que me conquistou desde o primeiro capítulo, os protagonistas da saga de ''Os Instrumentos Mortais'' me irritaram o máximo que podiam. A carência de carisma dos dois chegou à tal ponto que, em um determinado ponto do livro, eu torci para que um deles morresse - só para eu poder sentir ALGUMA COISA, nem que fosse pena.
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Outro também que não me fez sentir NADA - nem medo, ou repulssa, ou raiva, ou qualquer coisa - foi o vilão da trama, Valentim. Algumas de suas ações no passado realmente foram revoltantes. O que me fez acreditar que, quando ele finalmente surgisse, a história daria tal guinada que me faria desejar continuar a ler a série... Ledo Engano. Assim que Valentim finalmente aparceu em carne e osso nas páginas de Cidade dos Ossos, e começou a falar, todas as minhas esperamças se desmancharam como um baralho de cartas.
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Na maioria dos livros, sempre se cria um clima para apresentar o antagonista. Em qualquer narrativa, o vilão é a encarnação da maldade, com uma aura quase sobrenatural, inumana. E foi exatamente isto o que faltou à Valentim. A Encarnação da Maldade. O sinal de perigo em suas falas. O que foi uma pena.
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Estes dois fatos, e muitos outros pequenos detalhes, trouxe como resultado a minha total apatia com a história. Quando acontecia alguma coisa ''grande'' (ênfase nas aspas), eu não me importava nem um pouco. Quem vencia, ou quem perdia era o de menos. Tudo o que eu queria era chegar no final do livro.
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E isto eu consegui.
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O Ponto Alto
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A cena do confronto com o Abbadon. Mas foi mais pela idéia do Abbadon, que é uma espécie de ''demônio ancestral'', do que pela cena em si. Também foi neste momento em que eu torci - inutilmente - para que alguém morresse, mas isto não aconteceu. Mais alguma coisa?... Não. Acho que é só isto o que eu tenho a dizer.
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Momento Desnecessário
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Acho que poderia dizer ''O Livro Todo'', mas estaria sendo mesquinho. Então eu fico com três: A visita à Cidade dos Ossos, que dá título ao livro, toda a sequência do Hotel Dumort, desde a festa de Magnus Bane até a fuga da Batalha entre Vampiros e Lobisomens, e a cena com a Última Revelação do livro. As duas primeiras, por parecerem promissoras, mas no final se revelaram ser apenas uma forma de aumentar as páginas do volume, e a terceira por não passar a emoção no mínimo NECESSÁRIA para o momento e pela reação de ''Argh, que nojo!'' que ela nos deixa ao terminarmos de ler a história (o que me deixou com mais raiva, pois eu li já vários spoilers sobre as continuações, e descobri que todo o barulho provocado por esta ''revelação'' termina em... er... nada - o que já era ULTRA esperado).
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Quem me conquistou?
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Ninguém. Se nem os protagonistas + o vilão me conveceram, imaginem o resto?!
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Quem eu odiei?
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Ninguém³ x 2. Pois, para você ''odiar'' alguém, é necessário que se tenha - no mínimo - ALGUM sentimento por ele. E eu não senti nada, por nenhum personagem. Então, eu não posso odiar Ninguém...
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ps: Sim, sei que estou sendo cruel. Mas é o que EU senti.
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A Capa
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Er, o que dizer sobre a capa? Ela é impressa em um tipo de papel estranho - que parece reciclado. O garoto da capa exibe os peitorais no melhor - e mais desnecessário, impossível - estilo ''Oi, sou um livro de banca... Venha ver como sou gostoso!''. Sem falar do brilho ''Edward Wannabe'' - e incontestávelmente vergonhoso - que salta do corpo do próprio Garoto-''Livro de Banca de Jornal Teen''. Bom, acho que dois ''Mundanos com o dom da Visão'' é o máximo que eu posso dar para esse povo que criou o design do livro.
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Minha Playlist
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Música: Don't Forget - Artista: Demi Lovato
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Sei que devem estar se perguntando ''Como assim, Don't Forget''... Mas foi essa a música que os personagens cantaram para mim quando terminei de ler o livro. E sabe qual foi a minha resposta? ''Sorry... I try''.
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TÍTULO: Os Instrumentos Mortais - Cidade dos Ossos
TÍTULO ORIGINAL: The Mortal Instruments, book I - City of Bones
AUTOR(A): Cassandra Clare
EDITORA: Galera
NOTA: 5,0 (Só por que estou bonzinho)

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